22.8.07
L.E.T.A.





LAURA, EU TE AMO!
LAURA, EU TE AMO!
LAURA, EU TE AMO!

Enfim assisti ao tão comentado filme "Perfume" (que não é o de mulher), mas sim uma adaptação do livro homônimo Patrick Süskind. É uma produção alemã de um romance assombroso que narra a história de Jean-Baptiste Grenouille, um jovem nascido na França do século XVIII. Ele viera ao mundo em um mercado pútrefo de comércio de animais, onde os cheiros horríveis e a condição insalubre dominavam a Paris daqueles tempos.
Sua mãe dera a luz debaixo de uma barraca de peixes e deixara ali mesmo o bebê recém-nascido para que morresse, pois ela já havia feito isso antes com os outros quatro filhos que gerara.
O diferencial de Jean-Baptiste é que ele nasceu com um dom especial: um super olfato. E o mal-cheiro de seu ‘berço’ o fez chorar e denunciar a mãe assassina. Por causa disso ela foi enforcada. Aliás, todas as pessoas que acolheram Grenouille morreram de forma estranha.
O filme é muito interessante e dá margem a várias interpretações. Obcecado pelo cheiro de uma jovem virgem que acidentalmente ele mata, Jean-Baptiste tem obstinação por aprender como se guardar odores. Daí ele encontra um grande perfumista que o ajuda. A partir de uma lenda contada por seu mestre, Grenouille não descansará enquanto não encontrar as treze notas que fazem o perfume perfeito. A fragrância que dá poder àquele que a elaborou.
O jovem perturbado, nitidamente um psicopata com características de autismo, fará uma experiência escabrosa para descobrir como se reter o cheiro de uma mulher. Comete ao todo treze assassinatos de belas jovens virgens para conseguir elaborar seu perfume. Ao obter a "fórmula" da fragrância ele se torna capaz de mudar seu destino, que seria a morte.
No dia de sua crucificação (sim, isso mesmo), já dentro da cela ele espalha um pouco do perfume no ar e deixa os ‘carcereiros’ impotentes. Veste-se, então, como um lorde e vai sozinho de carruagem até o local de sua execução, uma praça pública repleta de gente revoltada com ele. Mas ele tinha o poder, tinha o perfume perfeito. E ao borrifar a fragrância sobre as pessoas ele consegue um efeito surpreendente: fazer com que todos entrem em êxtase e tenham vontade de transar ali mesmo, todos juntos, uma orgia.
Penso que nesse momento ele percebe o verdadeiro teor de suas experiências monstruosas. Grenouille não havia entendido, até então, que o cheiro, a fragrância daquela linda mulher morta acidentalmente era um desejo sexual não compreendido. Isso é interpretação minha. O órgão do olfato é o nariz, que por sua vez pode ser considerado fálico. Ele queria ter feito amor com aquela moça, mas toda expressão de seu sexo estava voltada para a face, o super olfato, o super falo.
O fim é estranho, um ritual antropofágico. Jean-Baptiste é ‘comido’ pelos miseráveis do mercado onde nascera e onde voltara para terminar seu ciclo.
Vale a pena assistir.

Sábado, que delícia! Um sol lindo, um dia sem programação… Acho que vou ficar mesmo na preguiça, vendo alguns filmes, lendo um livro… BOM DIA!!!

Véspera de feriado em Belo Horizonte. É bom para dar uma quebra na rotina, descansar…
Também no dia 15 é aniversário da minha vó Nina. Ela completará 82 anos com muita saúde!

SINTO VERGONHA DE MIM
Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !
***
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.
(Rui Barbosa)

"Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica sem porquê
Aonde está você
Me telefona
Me chama
Me chama
Me chama…"
(Lobão)
Para ouvir, copie e cole:
http://br.youtube.com/watch?v=jFND3Iwn9p4

"FELICIDADE FOI-SE EMBORA
E A SAUDADE NO MEU PEITO AINDA MORA
E É POR ISSO QUE EU GOSTO LÁ DE FORA
PORQUE SEI QUE A FALSIDADE NÃO VIGORA"
(Lupicínio Rodrigues)