23.1.08

Mudando

 

Falta pouco para eu me mudar de casa.  Estou letárgica, parece que tomei uma anestesia. Torço para que esse processo de transformação passe logo e que eu possa voltar à minha vida normal. Estou sumida do blog por pura falta de jeito e de inspiração. Ao menos, o novo apartamento é muito bom. Mudar não é tão ruim assim….

cbianc    19:27 — Arquivado em: Sem categoria


Volta, menina

 

 

Menina dos olhos de jabuticaba, volte logo! Titia está morrendo de saudade de você… 

Laura, você é um presente do Papai do Céu para todos nós!

Beijinhos, beijinhos, beijinhos….

cbianc    19:22 — Arquivado em: Sem categoria


13.1.08

Eu não vou parar de te olhar

 

 

 

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

(Ana Carolina)

cbianc    17:11 — Arquivado em: Sem categoria


8.1.08

Sobre O Tempo

 

Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como
fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.

A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser
suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga,
onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação . Lazer
não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a
incapacidade de parar é uma forma de depressão.

O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas
condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo..

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem
acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo
fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se
confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios
precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado…

Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ’ser’ pelo ‘estar’. Saímos
da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia
seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca
fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por
tão poucos…

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.

O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente,
ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com
sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que
vamos fazer hoje?’ - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma
longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se
mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa
alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.

Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá
sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as
pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo
terminou e quando algo vai começar.

Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do
que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Texto do Rabino Nilton Bonder

cbianc    22:56 — Arquivado em: Sem categoria


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