5.3.08
Deu a louca no diário

Não quero mais estudar. Quero desaprender. Não quero mais saber como se escrevem certas palavras, palavras certas. Do inglês eu já desisti faz tempo. Decidi emburrecer. Acho que vou escrever a crônica entitulada "ao contrário". Sempre andei na contramão de tudo mesmo. Não sigo tendências da moda, não trabalho SÓ por dinheiro, na faculdade preferi estudar a língua italiana ao invés da britânica. No auge da chapinha decidi assumir meus cachos (até então escovava meus cabelos semanalmente), se todos estão black tie estou pret a porté.
Quanto mais eu aprendo mais eu enlouqueço. Vou parar de tomar a fluoxetina, o depakote e o rivotril. Passarei todas as noites, antes de dormir, tomar uma dose de pinga, ou melhor, licor. Pinga só quando o bicho estiver pegando muito… Vou colocar sal na laranjada e açúcar na salada. Quando alguém me der uma patada ou fazer como minha avó falava: "vai procurar um pau pra você subir". Mas vovó se referia ao pau de sebo, hehehe… Se a pessoa entender outro tipo de pau, problema é dela. Cada um tem o pau que merece!
Eu não quero saber dos seus problemas porque não vou ajudar e meus conselhos só servirão pra você fazer tudo "ao contrário". Também não vou te pedir ajuda porque das minhas crises cuido eu, o psiquiatra e o psicanalista. Ah, não. Não sou eu quem paga. Professora não ganha para isso. Ainda bem que fiz magistério e tratei logo de arrumar marido. Não é que dei sorte? Olha só procevê. E lá se vão 20 anos de casório…
Engraçado falar de casamento. Por que toda mulher espera casar com um príncipe? Se fosse na época de hoje eu não teria essa concepção equivocada, até porque os contos de fadas estão perdendo espaço e ganhamos um novo protótipo de marido: o marido ogro, aos moldes do Shrek. Pelo menos ele é bem mais divertido do que aqueles príncipes mauricinhos das historinhas encantadas. E a Fiona é bem mais resolvida!!! Antes, podia-se afirmar que homens viravam sapos. Hoje, homens transformam-se em ogros do pântano. Nada de bosques com pedrinhas de brilhantes para o meu amor passar….rá rá rá!!!
Encontro-me em uma crise subversiva. Quero a inversão da ordem estatificada. Necessito de movimento, de novas buscas, novos interesses. Muita gente pensa que, por eu ser boazinha (uma espécie de Branca de Neve… arruma, lava, cozinha, dança, etc.), podem abusar e confundem bondade com bobice. EU NÃO SOU BOBA!!! Sei dar meus gritos, meus pulos quando é necessário. Chega de representar esse papel de protagonista. Quero a antítese disso. Quando tiver vontade vou soltar um "pra caralho" e vou mandar ir "à puta que pariu".
Nossa, peguei pesado, hein… Rá rá rá. Que nada, esse grito estava há algum tempo preso na minha garganta. "Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós e que o sol da igualdade seja sempre a nossa voz"!
cbianc
23:32 — Arquivado em: 
